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  • jedizone 8:01 am em May 25, 2008 Link Permanente | Responder  

    Chumby: Linux embedded, de novo, no mercado de consumo 

    Ando torcendo pro Chumby virar moda. Vai ser mais um caminho de popularização do Linux embarcado e, agora, sem nenhuma crítica nem mesmo do Stallman: tudo está aberto, do hardware ao firmware ! Num mundo “internetizado”, o pessoal do Chumby criou um novo “despertador” com touch screen que lhe mantem conectado através de interfaces personalizadas (widgets) em serviços do Facebook, orkut, email, flickr, eBay, previsão do tempo e mais uma série de outros.

    Além de baratinho (180 US$), tem esquemáticos disponíveis e um hardware interessante: processador iMX21 Freescale de 350MHz, 64MB SDRAM, 64MB de flash NAND, USB, WiFi via adaptador USB, touch screen de 3.5″, microfone, alto-falantes estéreo, acelerômetro e por aí vai. Dá pra fazer muita coisa com um hardware destes. Dizem que ficarão ricos com anúncios. É ver pra crer.

    Tá na lista de besteiras pra comprar um dia…

     
  • jedizone 9:53 am em May 19, 2008 Link Permanente | Responder  

    Eee PC, Linux Embedded, Stallman e Stallminhas 

    Legal ver que a discussão sobre o Eee PC agita todo mundo. Gostei tanto que vou responder o post “Eee PC, melhor esperar até o segundo semestre” na forma de outro post, esclarecendo alguns pontos de vista pessoais e parciais (isto é um blog, certo ?).

    1) O papel do Stallman é fundamental. Até mesmo o papel dos Stallminhas é importante, mesmo que me irritem um pouco, às vezes. Afinal, eles conseguem mais mídia e repercussão que o Stallman, mesmo que o preço seja arrebanhar inimigos e passar vergonha de vez em quando por falar bobagem.

    2) Continue diminuindo o trabalho que você faz e ele terá esta magnitude: será microscópico. Como eu sempre digo, “não ser humilde não significa ser arrogante” e “humildade é defeito”. Já tive a oportunidade de explicar isso algumas vezes e não gosto de ver que até hoje existem pessoas que insistem em ver o mundo como na idade média, onde o maniqueísmo reinava e não existia nada entre o bem e o mal. No mais, ser humilde pra mim cai na categoria do “rico não presta”, “pobre vai pro céu” e assim por diante. Pensamento “simplérrimo” supostamente baseado na Bíblia (Jesus tinha amigos ricos também, é fácil achar isto na Bíblia) e muito bem doutrinado pelas vertentes religiosas. O LinuxBIOS foi muito importante, o trabalho feito pela Alan e que lhe valeu um Google Summer of Code também foi importante e a Splashtop com certeza se valeu disso.

    3) A Asus mostrou para os usuários o valor do Windows: 8GB de disco de estado sólido. :-D Possivelmente os Stallminhas achavam que o Windows não valia nada, mas ele vale isso. É genial deixar os usuários decidirem se preferem uma coisa ou outra (versão Win XP tem 12GB e versão Linux tem 20GB). Isto não vale para um país onde a pirataria é considerada como justificável e absolutamente normal. Mas prefiro ver o mundo da forma correta e seguir fazendo a minha parte. E, como eu sempre digo também, o Linux tem que se sobressair não porque alguém força que ele seja usado como única opção de sistema operacional, nos seus breves momentos de ditador. Liberdade, antes de tudo e ainda que tardia. Se o XP está saindo na maioria (não tenho números ainda), é porque o conjunto ainda não está bom. Precisamos correr atrás do concorrente. E não esqueçam que no ano passado todo o Eee PC foi vendido, e muito bem vendido, somente com Linux. Algumas pessoas usaram suas licenças de XP e fizeram outra instalação. Outras, desonestas, colocaram uma versão pirata, mas isto não está mais no nosso controle. Não achei números pra ilustrar este comentário. Vou continuar procurando.

    4) É fantástico ver o avanço do Linux embarcado, seja na forma de BIOS ou no caso do Eee. Sim, pra mim o Eee é um Linux embarcado, pela forma que foi feito e técnicas usadas. Se a GPL<n> é obedecida ou não, isto é uma questão para advogados e que será resolvida com o tempo. E o Linus sabe disso e não se incomoda. Muito menos eu. Vou seguir feliz sabendo que, neste ponto, a concorrência precisa se mobilizar.

     
    • Jeronimo 1:21 pm em Maio 19, 2008 Link Permanente

      Caramba, peguei o assunto do post pela metade e parece que voce tá p da vida com o Stallman. Concordo com o comentário do post anterior sobre o dito cujo ser um mal necessário, precisa ter um Mestre de cada lado da força. No documentário “Revolution OS”, ele recebe um premio do Linus Torvalds e comenta que estava se sentindo como se fosse a Liga Rebelde recebendo um premio do Hans Solo…

    • jedizone 8:58 pm em Maio 19, 2008 Link Permanente

      Nada contra o Stallman, meu problema é com os Stallminhas :-D
      Quer ser seguidor ? Então seja coerente com todos os princípios e faça a coisa certa.

    • Pahbloo 3:50 pm em Maio 20, 2008 Link Permanente

      Legal o post.
      Mas acho que você confundiu ser medíocre com ser humilde.
      Ser humilde envolve reconhecer suas limitações no grau correto e se colocar no seu devido lugar, nem mais, nem menos (o que não exclui a possibilidade de crescimento).
      A título de exemplo, Jesus é, reconhecidamente, um dos maiores exemplos de humildade da Bíblia. Mas, segundo o seu conceito, você não diria que ele era humilde se o visse expulsando cambistas de um lugar sagrado a base de um chicote!!!

    • jedizone 4:52 pm em Maio 20, 2008 Link Permanente

      Oi Pahbloo,
      Humilde tem vários sinônimos, segundo o dicionário. Entre eles, modesto, simples e submisso. Infelizmente, ele é muito usado para submissão, como forma de dominação. Prega-se muito a humildade com este fim. E, nesta linha, sou completamente avesso à palavra. Acho que o sentido de humilde que está relacionado com modéstia deveria ser o mais usado, uma vez que ele “nos dá o sentimento de nossa fraqueza” (Dic. Michaelis). Entretanto, modéstia demais tira o valor do seu trabalho. Imagine que você faça um super projeto e aí recebe um elogio. Muitos, modestos (humildes?), irão responder com “não foi tão complicado assim”, “eu tive ajuda de muita gente”, “alguém tinha que fazer”, etc, etc, diminuindo o real valor do trabalho realizado. No entanto, um simples “obrigado” ou mesmo um “é, foi difícil mas valeu a pena” dão justamente o sentido contrário e trabalham melhor a sua auto-estima. Note que, não se foi arrogante com nenhuma destas frases.
      Bom, era isso. Espero que tenha sido claro !

  • jedizone 12:58 am em May 17, 2008 Link Permanente | Responder  

    Eee PC, melhor esperar até o segundo semestre 

    Enquanto eu sigo sendo um fã do Asus Eee PC mesmo sem ter um, fico cada dia com mais vontade de esperar para comprar. Tudo culpa do CEO da Asus, Jerry Shen, que não desiste de prometer (entregar) cada dia mais novidades. O time da Asus parece realmente competente e muito ágil e, mesmo com a concorrência tentando, vai ser difícil ganhar o mercado que a Asus criou. A versão com processador Intel merece, sem dúvida, a espera. Ter uma bateria melhor, também. Novas cores que lembrariam cidades como Londres e Nova Iorque ? Cool ! E ter espaço em drives virtuais então ? Possivelmente o segundo semestre seja a hora de comprar. Tem uma entrevista interessante dele no Laptop Magazine, falando destas e outras coisas. Merece uma olhadela.

    Juntamente com as novas placas com suporte a Splashtop, a Asus tem colocado o Linux numa posição de destaque, aproximando-o de verdade das massas. Mesmo que os Stallminhas chiem e sapateiem pela falta de código fonte, mais de 350 mil Eee foram vendidos só no primeiro quadrimestre e milhões de placas Asus com Splashtop serão vendidas em breve. Um sucesso.

    PS: E aí, Alan, a empresa por trás da Splashtop é a DeviceVM, e você passou bem perto disso tudo com o LinuxBIOS (coreboot). Gente grande por trás da DeviceVM, colocando dinheiro, como Asus, Dell, HTC e Foxconn.

     
    • acassis 2:18 pm em Maio 17, 2008 Link Permanente

      Marcelo,
      a realidade é bem pior que a pintada por você, dos 350 mil Eee PC vendidos acredito que a maioria deve estar rodando WindowXP neste momento. Inclusive aquele cara que instalou GPS, e outros bagulhos, estava usando o XP, uma ótima propaganda né?

      Quanto ao Splashtop, eu apenas provei a idéia alguns meses antes deles, se eu não tivesse feito, mais dias menos dias alguém faria. É como a teoria da relatividade, se Einstein não tivesse descoberto, outro acabaria descobrindo, não há nada de genial nisso.

      Como você mesmo disse, o Linux só vencerá quando for tão fácil e simples de usar quanto o Windows. Do contrário terá o mesmo fim que o Unix. A grande diferença do Linux sobre o Unix é que todas as distribuições acabam usando os menos programas, então distribuições diferentes tem uma base comum, mesmo antes da invenção do LSB.

      Quando alguma distro começa a usar um software proprietários (vide o caso do Yast nos primórdios do Suse) os “Stallmans da vida” dão o grito e acabam por persuadir os usuários a não usarem esta distribuição. No fim da tarde a empresa para não perder grandes clientes acaba se rendendo. Este é o caminho natural, por mais que não gostemos das atitudes do Stallman ele é necessário, ele é o Steve Balmer do software livre.

    • Franz 3:17 pm em Maio 17, 2008 Link Permanente

      Depois fala de mim que estou enrolando para comprar meu novo Smartphone. Culpa da HTC…
      Concordo com o Alan e na comparação entre sir Stallman e sir Balmer. Um “mal” necessário.

    • jedizone 10:50 am em Maio 19, 2008 Link Permanente

      É, estou enrolando com o Eee, a Asus não fica quieta um segundo ! Mas no próximo semestre acho que resolveremos nossas vidas digitais !

  • jedizone 1:02 am em May 12, 2008 Link Permanente | Responder  

    Launchpad ainda vai ser um dos grandes negócios da Canonical 

    Imagine desenvolver um programa contando com milhares de usuários, desenvolvedores e beta testers. Imagine poder usar uma variedade enorme de test cases. E tudo isso gastando pouco. Parece milagre, não ? Mas não é.

    Uma coisa que sempre me chamou a atenção foi o sistema que gerencia todo o desenvolvimento do Ubuntu, chamado de Launchpad. De informações sobre usuários e desenvolvedores, passando por wiki, rastreio de bugs, documentação, gerência de requisitos, suporte e mais uma série de outras características para vários projetos, de forma simultânea. Lembro claramente de querer ter o Launchpad instalado num servidor meu quando vi isto pela primeira vez. Lembro também da decepção de ver que não seria possível, que era um projeto da Canonical não liberado.

    Recentemente o Launchpad passou a hospedar projetos de terceiros, mas nada de launchpad pra download. A situação ainda é a mesma (pelo menos eu não achei como fazer o download) e cada dia que passa eu fico pensando se este não é um dos grandes negócios da Canonical. Gerir equipes e projetos da magnitude de um Ubuntu não parece uma tarefa simples. Vender isto e serviços associados deve ser um bom negócio.

    Um módulo conhecido como Storm foi liberado recentemente, mas algo muito tímido perto do que o launchpad realmente é. Se pretendem liberar o código, alguém conseguiria me dar um único motivo para não terem feito isso ainda que não seja o fato de terem um firme propósito de produto ?

    E, enquanto isso, o bando de Stallminhas segue usando o Ubuntu, sem reclamar nada (bom, ok, tem muitos que falam mal do Launchpad ser fechado … mas continuam usando o Ubuntu).

    Como eu não sou Stallminha, adoro Python (base do Bazaar, da wiki do Launchpad e possivelmente dele também) e me “relaciono bem” com o ubuntu, vou ficar esperando o próximo capítulo desta novela. A minha opinião está dada: o Launchpad ainda vai ser um dos grandes negócios da Canonical.

    PS: pra quem não sabe, segue a definição de Stallminha, termo criado por mim mesmo. E, antes que dê piti, lembre-se que é uma piada. Stallminha: seguidor doutrinado pelo Stallman, mas sem o mesmo rigor ou posicionamento político do líder. Geralmente passam boa parte do tempo escutando arquivos .ogg pirata (“.mp3 num pode !”), falando mal do Windows e querendo que o mundo todo siga a GPLv3, inclusive o firmware do microondas da mãe. É comum usarem Linux até que a água bata na bunda, afinal não podem deixar de jogar ou de usar a rede sem fio. Apresentam forte tendência para partidos de esquerda ou preferências socialistas (‘*’ para todos). Update: geralmente só tomam “Guaraná do Brasil”, em oposição à Coca-Cola, esquecendo completamente da Pepsi.

     
    • Tiago Maluta 2:50 pm em Maio 12, 2008 Link Permanente

      Marcelo,

      Qual sua opinião quanto aos outros softwares nessa área, como o Alexandria, que roda o SourceForge.net? Haveria grandes diferenças?

      Abraço,

    • jedizone 9:30 pm em Maio 12, 2008 Link Permanente

      O SF controla vários projetos mas de forma independente e acho fraco a inter-relação entre gerência de requisitos, bug tracking, documentação (wiki) e team management. Até mesmo o google code tem algumas melhorias neste ponto, como a wiki integrada. Obviamente, o SF é melhor que google code, claro.

      Já Launchpad gerencia de forma integrada vários projetos. Eu vejo isto como a realidade em qualquer empresa média ou grande que vende sistemas. Muitos componentes (projetos) precisam ser controlados para que o sistema seja gerado. Além disso, gerenciar requisitos é algo que possui ferramentas abertas deficientes, pelo menos até a última vez que eu olhei. O Launchpad chega a controlar e gerar pautas para reuniões, algo bem interessante também. De forma muito modesta, o Trac tem algumas coisas do launchpad, como Milestones, wiki e integração do bug tracking.

      Recomendo que gaste um tempinho observando o Launchpad “itself” e como ele é usado para o gerenciamento do Ubuntu. É uma ferramenta e tanto.

    • acassis 11:51 pm em Maio 14, 2008 Link Permanente

      Legal Marcelo,
      eu subestimava o launchpad, mas sempre percebi que ele explora bem a fator interatividade social, tipo de aplicações Web 2.0.

      Sinceramente não creio que o launchpad, o rosetta e afins se tornarão um produto comercial. A Canonical, assim com a Google são empresas que não pecam pelo obvio.

      Várias vezes eles já disseram que abrirão o código fontes destes aplicativos, então a solução é esperar, ou criar o seu proprio launchpad :-D

      A Canonical tem o seu modelo de negócio próprio e com certeza ele não é focado na venda de software, como a própria licença (“EULA”) diz em relação ao Ubuntu.

    • jedizone 8:44 am em Maio 15, 2008 Link Permanente

      Alan, tenho minhas dúvidas. Ou o negócio é muito feio por dentro, ou tem algo errado. E vender e ser de código aberto não são coisas antagônicas. Tem muito coisa interessante hoje que é possível apenas usar mas que gostaríamos de ter em nossos servidores, como o Launchpad, twitter, google search, etc. Vamos esperar pra ver. Espero estar errado e que o Launchpad seja algo que eu possa instalar um dia.

  • jedizone 10:37 pm em May 7, 2008 Link Permanente | Responder  

    Apresentação sobre controle de versão com Bazaar 

    Coloquei no LAB (Linux a Bordo) o material que eu apresentei na VIII Semana de Tecnologia do Barão de Mauá. Basta clicar aqui. Quem precisar de um ODP me mande um email. Era uma sessão de tutorial, infelizmente com quase ninguém: o PHP com MySQL fez mais sucesso … Gosto é gosto, não é ? ;-)

    controle de versão com bazaar

     
    • Franz 11:15 am em Maio 10, 2008 Link Permanente

      Muito boa a apresentação.
      PHP tem seu charme para quem desenvolve para web.
      Mesmo assim, precisam controlar as versões.
      Já ouvi pessoas dizerem que desenvolvem uma nova versão e deletam a antiga (???)! Histórico de versões não existe.

      [ ]’s

    • jedizone 2:29 pm em Maio 10, 2008 Link Permanente

      Já dizia um ditado popular, “A beleza está nos olhos de quem vê”. Uma forma elegante pra falar que gosto não se discute. :-)

  • jedizone 12:29 pm em May 4, 2008 Link Permanente | Responder  

    Dial up via bluetooth no Ubuntu 8.04 … bem que poderia ser mais simples 

    Na minha última instalação, deixei o Windows apenas na VM do VirtualBox (oi, Franz!). Uma conseqüência direta desta ação é ter que entender como fazer um dial up via conexão bluetooth, algo bem simples no Windows e que eu usava ocasionalmente quando o GPRS era a minha única forma de contato com o mundo.

    Vou reproduzir o caminho mais fácil que vi até agora, uma vez que não achei nada intuitivo. Ainda é preciso melhorar muita coisa neste mundo bluetooth, principalmente com relação as interfaces de configuração. Já em termos de funcionalidade eu não posso reclamar: o bluetooth do Linux é bem flexível e com muitos recursos.

    O primeiro passo é explicitar o pareamento entre o seu telefone e o notebook. Descubra o MAC e o nome do seu telefone através do comando hcitool:

    marcelo@dexter:~/bluetooth$ hcitool scan
    Scanning …
    00:1C:35:C2:3F:D2    Marcelo N95

    De posse dessa informação, edite o arquivo /etc/bluetooth/rfcomm.conf.

    marcelo@dexter:~/bluetooth$ cat /etc/bluetooth/rfcomm.conf
    # RFCOMM configuration file.
    rfcomm0 {
    # Automatically bind the device at startup
    bind yes;
    # Bluetooth address of the device
    device 00:1C:35:C2:3F:D2;
    # RFCOMM channel for the connection
    channel    2;
    # Description of the connection
    comment “Marcelo N95″;
    }

    Eu deixei o bind automático na partida, isto é, ao ser iniciado o bluetooth, será criada  uma porta serial /dev/rfcomm0. É menos seguro, pois caso alguém fique pareado com o seu notebook, terá uma porta serial para usar. Caso não prefira isso, deixei como “no” e faça o bind manual com:

    sudo rfcomm bind /dev/rfcomm0

    Até agora apenas possibilitamos um caminho (rfcomm0) para entrar no mundo bluetooth via uma porta serial virtual. O próximo passo é interligar esta porta à porta do modem do seu celular, via bluetooth. Este passo é simples, bastando parear o seu celular com o notebook. No N95, use o assistente bluetooth.

    Neste momento, os dispositivos estão pareados e existe (deveria existir) uma porta /dev/rfcomm0 disponível para discagem.

    marcelo@dexter:~/bluetooth$ ls /dev/rfcomm0 -l
    crw-rw—- 1 root dialout 216, 0 2008-05-04 11:45 /dev/rfcomm0

    O passo final é realizar a discagem. Configure adequadamente o Gnome PPP, como indicado nas figuras abaixo. O usuário e senha não importam muito, eu usei tim/tim. O número discado (*99***1# )é um número GRPS conhecido para dial up, talvez ele possa ser diferente. Consulte a sua operadora.

    Pronto. Provavelmente você verá o ícone do GPRS ativo no seu celular (3G um dia…) e conexão estará operacional:

    marcelo@dexter:~/bluetooth$ ifconfig ppp0
    ppp0      Link encap:Protocolo Ponto-a-Ponto
    inet end.: 189.65.143.133  P-a-P:10.6.6.6  Masc:255.255.255.255
    UP POINTOPOINT RUNNING NOARP MULTICAST  MTU:1500  Métrica:1
    pacotes RX:4 erros:0 descartados:0 excesso:0 quadro:0
    Pacotes TX:5 erros:0 descartados:0 excesso:0 portadora:0
    colisões:0 txqueuelen:3
    RX bytes:64 (64.0 B) TX bytes:97 (97.0 B)

    marcelo@dexter:~/bluetooth$ route -n
    Tabela de Roteamento IP do Kernel
    Destino         Roteador        MáscaraGen.    Opções Métrica Ref   Uso Iface
    10.6.6.6        0.0.0.0         255.255.255.255 UH    0      0        0 ppp0
    0.0.0.0         0.0.0.0         0.0.0.0         U     0      0        0 ppp0

    marcelo@dexter:~/bluetooth$ cat /etc/resolv.conf
    nameserver 189.40.238.6
    nameserver 189.40.238.7

    marcelo@dexter:~/bluetooth$ ping uol.com.br
    PING uol.com.br (200.221.2.45) 56(84) bytes of data.
    64 bytes from home.uol.com.br (200.221.2.45): icmp_seq=1 ttl=56 time=1031 ms
    64 bytes from home.uol.com.br (200.221.2.45): icmp_seq=2 ttl=55 time=832 ms

    Referências:

    http://www.guiadohardware.net/tutoriais/gprs/

    http://antrix.net/journal/techtalk/nokia_python_bluetooth_console.html

     
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