O guia definitivo para os iniciantes em Net-SNMP (2)

MIBs e OIDs

De volta ao assunto Net-SNMP, vamos hoje discutir sobre como a informação é organizada no SNMP. Se você está começando deste post é melhor ler o post anterior antes. Lembrando também que esta série conta com a revisão do Alan Carvalho.

Toda informação gerenciada pelo agente é descrita através de uma MIB (Management Information Base). A MIB pode ser entendida como a descrição da base de dados hierárquica que um agente está disponibilizando. A figura a seguir ilustra uma parte desta MIB, geralmente representada em forma de árvore. Cada novo nodo tem um nome e um número relacionado, como pode ser visto abaixo. A especificação do SNMP deixa claro como a organização da árvore é feita, assim como o nome dos nodos padronizados.

MIBs e OIDs

Cada elemento descrito nesta base de dados possui um identificador, denominado de OID (Object Identifier, em inglês). Eles podem ser referenciados usando os nomes dos nodos separados por ponto ou através da sequência de números dos nodos.

Por exemplo, considere o seguinte OID:

 .iso.org.dod.internet.private.enterprises

Usando os números dos nodos, o endereço anterior poderia ser descrito como (procure os número na figura anterior, para entender):

    .1.3.6.1.4.1

Os OIDs que começam com pontos são considerados absolutos, isto é, sempre referenciam a origem da hierarquia, a raiz. No entanto, é possível ter também OIDs relativos, cuja origem parte de um ponto específico da hierarquia. Além disso, existe uma terceira forma suportada pelo Net-SNMP onde é empregada uma “notação de escopo”, geralmente relacionada a um ponto específico da árvore bastante utilizado e referenciado na documentação do SNMP.

A diferença entre as três formas pode ser vista a seguir, onde um nodo da ramificação “system” é usado:

  • Notação absoluta: .1.3.6.1.2.1.1.1 ou .iso.org.dod.internet.mgmt.mib-2.system.sysDescr
  • Notação relativa: system.sysDescr
  • Notação de escopo: SNMPv2-MIB::system.sysDescr

Não se preocupe muito com o conteúdo do OID ou com a árvore. Neste momento, basta saber como eles são organizados. Ao fazer o seu próprio exemplo isto vai ficar bem mais claro. Depois, com a descrição do tipo de dado de cada OID e a sua posição hierárquica na árvore, fica possível que um gerente consiga fazer o acesso à informação desejada na base de dados.

Está bom por hoje. No próximo post, vamos discutir os tipos de dados que podem ser usados e os passos iniciais para a criação de uma MIB personalizada. Até lá !

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