Archive for category Eletrônica
Dell Mini 9: versão Linux mais cara
Publicado por Marcelo Barros em Eletrônica, Linux em setembro 7, 2008
Namorando o Dell Mini 9 na página da Dell americana, achei curiosa a política de preço deles. Os preços básicos, com os descontos devidos, são:
- Dell Mini 9, Ubuntu, 512MB, 4GB SSD, sem bluetooth ou câmera: US$ 349
- Dell Mini 9, Windows XP Home, 512MB, 8GB SSD, sem bluetooth, câmera de 0.3MP: US$ 399
- Dell Mini 9, Windows XP Home, 1GB, 16GB SSD, sem bluetooth e câmera de 0.3MP: US$ 449
Se escolher o Ubuntu, colocar 1GB, câmera de 0.3MP e SSD de 16GB, o valor sobe para US$ 464. Ou seja, pode-se pensar que é melhor comprar o modelo com Windows, nem que seja pra removê-lo e instalar o Ubuntu, mas ter a chance de usar a licença se precisar. O ideal seria comprar com Linux se é isto que deseja, evidenciando que ele está vendendo também. Existe um desconto nas versões Windows que faz está lógica de preços acontecer. Provavelmente a Dell está sendo subsidiada nas cópias do Windows e, pra piorar, precisar pagar os royalties necessários para tocar DVDs e MP3 no Ubuntu (li que sai tudo rodando já…). Enfim, um barulho enorme na comunidade Ubuntu Linux e várias reclamações no Dell IdeaStorm.
Uma coisa que gostei no Dell Mini 9 foi a facilidade de upgrade. Uma tampa embaixo do netbook permite acesso ao slot de memória, disco, rede sem fio, etc. Vai facilitar bem a vida dos hackers de plantão, como pode ser visto nesta foto do Notebook Reviews :

Isto sem falar que, como tudo da Dell, o manual de serviço está disponível. Vida fácil para curiosos. Aliás, o manual de serviço fala de cartões de comunicação SIM e WWAN ! Isto não está à venda ainda mas define um futuro próximo para o equipamento. UPDATE: sobre o modem 3G embutido.
O que não gostei nem um pouco foi o fato de a Dell ter eliminado a fileira de teclas de função. Usa-se a tecla <Fn> combinada com outras teclas. Imagine chavear de terminal no Linux: <Ctrl>+<Alt>+<Fn>+<A> ! Haja dedo.
A chave para o enriquecimento
Publicado por Marcelo Barros em /dev/null, Eletrônica em agosto 27, 2008
A chave reserva do meu Astra 2002 já não funcionava quando o comprei e hoje, quando a chave principal passou a não funcionar direito, entendi o motivo do antigo dono não ter consertado a outra chave: uma chave nova custa 280 reais ! Pior, o vendedor disse que vendem umas duas por dia ! Uma conta rápida, levando-se em contas as mais de 500 concessionárias GM no Brasil e um preço médio de 250 reais geram 31 milhões e meio por ano em vendas de chaves superfaturadas.
Inconformado com o preço e não acreditando no que o vendedor dizia, resolvi desmontar eu mesmo a chave e analisar, antes de morrer em 280 reais. O vendedor jurava de pé junto que eu tinha um problema no “transmissor”, sem nem testar a chave direito, enquanto eu acreditava em mau contato e bateria fraca.
Abrir a chave foi ainda mais revoltante. Não parecia existir nada que justificasse este preço, mesmo sendo uma chave com transponder e alarme. Imagens da desmontagem a seguir (é tudo encaixado):




Pesadelos e PCIs de alta frequência
Publicado por Marcelo Barros em Eletrônica em junho 27, 2008
<desabafo>Junho tem sido um daqueles pesadelos nos quais você acorda assustado, dorme de novo e recomeça do ponto que parou. Todo dia eu acordo e este mês ainda não chegou ao fim. Estou cansado …</desabafo>
Bom, eu odeio HTML e choramingas, logo, vamos ao que interessa. Estive esta semana num workshop do Rick Hartley, um especialista em projetos de PCIs em alta frequência. Tentei cobrir um pouco do evento pelo twitter, mas o 3G de São Paulo é tão ruim quanto o Edge aqui da roça do interior. Também tive a oportunidade de visitar uma fábrica de circuito impresso, que gostei bastante, por sinal. Os posts do twitter estão a seguir, pra quem não pode ver.

Máquinas de estados e síntese de circuitos com VHDL
Publicado por Marcelo Barros em Eletrônica, VHDL em junho 20, 2008
Após alguns dias trabalhando em um projeto com VHDL resolvi escrever alguma coisa a respeito. Afinal, estou meio afastado do Linux embedded (por enquanto !). Em especial, este post é sobre máquinas de estados e síntese de circuitos com VHDL.
Existem diversas formas, boas ou não, de se definir uma máquina de estado. O livro HDL Chip Design, de Douglas Smith, comenta várias configurações e a síntese obtida após a compilação, sendo uma boa referência para evitar designs ruins. Outra referência que pode impedir erros básicos é o artigo The Ten Commandments of Excellent Design, de Peter Chambers. Ele cita alguns problemas comuns na hora do design que podem gerar circuitos instáveis na presença de ruídos ou em frequências mais altas.
Eu resolvi resumir uma pequena máquina de estado e comentar alguns cuidados. Apesar de existir material de VHDL na internet, a visão crítica do código e da síntese é geralmente omitida. Esta visão geralmente vem com o tempo (e com vários designs com problema).
O código em VHDL está ao final do texto. Basicamente ele contrói um pequeno componente chamado Demo, com duas entradas e duas saídas, além de linhas de clock e reset. O circuito não faz nada interessante, foi feito apenas para demonstração da síntese. Neste design, vários aspectos citados pelo Peter Chambers foram abordados explicitamente:
- All state machine outputs shall always be registered
- Thou shall use registers, never latches
- Thy state machine inputs, including resets, shall be synchronous (all input signals shall be registered)
- Have no dead states in thy state machines
- Have no logic with unbroken asynchronous feedback lest the fleas of myriad Test Engineers infest thee
- All decode logic must be crafted carefully – eschew asynchronicity
O circuito sintetizado está abaixo, com comentários logo a seguir.



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